sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Defesa de Lula contesta ações de inelegibilidade no TSE


Advogados dizem que o caso deve ser "analisado com celeridade" e questionam ações que pedem que o petista seja declarado inelegível

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência pelo PT, apresentou contestação de ações de inelegibilidade que foram apresentadas contra o petista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um documento com 200 páginas foi protocolado às 23h07 desta quinta-feira (30/8).

No documento, os advogados afirmam que não é necessário a produção de provas, ou seja, o depoimento de testemunhas ou a juntada de documentos, diligências, etc. Com isso, a análise do registro de candidatura deve ser mais rápido. 

Os defensores dizem que "não tem intenção de atrasar o julgamento do caso", e criticam pedidos de produção de prova por alguns dos autores dos pedidos de impugnação de candidatura. "A propósito, foram os impugnantes que requereram a produção de prova e diligências. Alexandre Frota de Andrade requereu, genericamente, a produção de prova documental. Marcos Aurélio quer ouvir o ex-Ministro Palocci como testemunha. Ernani Kopper quer expedição de ofício ao TRF4, depoimento pessoal e ouvir testemunhas. A defesa entende que todas as provas requeridas são inúteis, protelariam injustificadamente a decisão e, por boa medida de profilaxia processual, devem ser indeferidas", argumentam os advogados.

Os defensores também apontam que houve um número considerado elevado de impugnações. "O número de impugnações poderia autorizar, portanto,  um eventual pedido para dilatar o prazo de contestação (art. 139, VI, CPC). A defesa abdica do pedido em atenção à celeridade necessária. Contesta as dezessete impugnações rigorosamente no prazo", destaca um trecho do documento.


Acesso em: 31 ago. 2018.

CRÉDITO DA IMAGEM: GERO RODRIGUES/SHUTTERSTOCK

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